A hipótese do output
A hipótese do output, proposta por Merrill Swain, defende que produzir língua (falar ou escrever) também impulsiona a aquisição — e não apenas a compreensão do input — porque obriga os aprendizes a notar lacunas no seu conhecimento, testar hipóteses sobre a língua e refletir sobre como ela funciona.
Merrill Swain desenvolveu a hipótese do output nos anos 80 e 90, em parte em resposta à afirmação de Krashen de que só o input impulsiona a aquisição. A sua investigação em programas de imersão em francês no Canadá mostrou que estudantes com anos de input compreensível ainda tinham dificuldades com certas estruturas gramaticais.
Swain identificou três funções do output: a de "noticing" (quando tentamos dizer algo e não conseguimos, notamos uma lacuna que poderíamos ter ignorado lendo); a de teste de hipóteses (falar ou escrever permite testar uma estrutura e receber feedback); e a metalinguística (produzir língua faz-nos pensar explicitamente sobre a gramática).
Para os aprendizes, as atividades de output — conversas, diários, shadowing, contar histórias — não são só prática de fluência mas ferramentas reais de aquisição, especialmente com feedback.
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FAQ
O que é a hipótese do output?
A teoria de Merrill Swain de que produzir língua impulsiona a aquisição ao fazer os aprendizes notarem lacunas, testarem hipóteses e refletirem sobre a gramática, complementando a visão de Krashen.
Quem a propôs?
Merrill Swain, linguista aplicada canadiana, com base em investigação em salas de imersão em francês no Canadá nos anos 80.
Contradiz a hipótese do input?
Complementa-a. Input e output são agora vistos como parte do processo de aquisição: o input fornece material; o output obriga a processá-lo mais profundamente.
Quais são as três funções do output?
Notar lacunas no conhecimento, testar hipóteses gramaticais e refletir sobre como a língua funciona (função metalinguística).