Hipótese da interação
A hipótese da interação (Long, 1981; atualizada 1996) propõe que a negociação de significado durante a interação conversacional facilita a ASL ao tornar o input compreensível e dirigir a atenção do aprendente às lacunas entre a interlíngua e as formas-alvo.
A hipótese da interação de Michael Long expandiu a hipótese do input de Krashen ao enfatizar que a interação conversacional — não apenas a exposição — impulsiona a aquisição. Quando a comunicação falha, os falantes negociam significado através de pedidos de esclarecimento, verificações de confirmação e recasts.
A revisão de 1996 destacou três mecanismos: (1) input modificado interacionalmente; (2) feedback que faz os aprendentes notar a lacuna entre seu output e as normas-alvo; (3) output empurrado — quando a pressão comunicativa força os aprendentes a reestruturar seus enunciados.
A hipótese da interação une as visões de Krashen (focada no input) e Swain (focada no output), argumentando que a interação é única porque combina input compreensível com feedback imediato e contextualizado.
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FAQ
O que é "negociação de significado" na hipótese da interação?
É o trabalho conversacional que os falantes fazem quando a comunicação falha: pedidos de esclarecimento, verificações de confirmação e recasts. Esses episódios tornam o input compreensível e fornecem feedback implícito.
O que é um recast e por que importa?
Um recast é quando um falante mais proficiente reformula corretamente o enunciado do aprendente sem interromper a conversa. Os recasts fornecem input corretivo mantendo a intenção comunicativa.
Como a hipótese de Long difere da de Krashen?
Krashen diz que o input compreensível é suficiente. Long diz que a interação é o mecanismo que torna o input compreensível e desencadeia a aquisição.